Sobre o Forest Soul Gathering

Finalmente chegou o verão europeu, melhor época para ir aos mais incríveis festivais. Este ano, 2019, tínhamos comprado ingresso para o Lost Theory Festival, era um dos meus preferidos na check list, mas infelizmente ele foi cancelado de última hora e precisamos decidir de em qual festival iríamos.
Os preços já estavam altos e as passagens de avião mais ainda, por isso optamos por um festival próximo de onde moramos – o Forest Soul Gathering.

Sobre o Forest Soul Gathering

A edição deste ano foi a segunda, o último aconteceu em 2017. Quem produz o festival é o grupo Kunayala Productions, um coletivo focado em responsabilidade ecológica, mesmas atitudes e lógica dos produtores do Boom Festival, que escrevi sobre a minha experiência de 2018. O foco deles ao final dos 5 dias de festival era ter zero emissões de CO2. Pelo que eu vivi, acho que deve ter funcionado. O evento rolou no norte de Portugal, perto do Gerês, de rios e natureza.
O preço do ingresso foi cerca de 90€, mas compramos em cima da hora, no início devia estar mais barato. E se você fosse pro festival apenas pro final de semana pagaria apenas 35€. Legal eles darem essa opção, visto que os ingressos não esgotaram.

Transporte pro festival

Moramos em Lisboa, foi de lá que partimos. O camping abria dia 16/07, mas tiramos férias a partir do dia 17/07. Portanto, saímos dia 16 a noite de trem até Braga, que custou cerca de 15€. Decidimos dormir por lá pra ir no dia seguinte tranquilamente pro festival e chegar de dia, mas dá pra fazer esse percurso em um dia suavemente. De Braga pegamos um ônibus até pertinho do festival por 6€. Chegando lá, pegamos uma carona na estrada por apenas 4km e estávamos no festival.
Além disso, o próprio festival tinha um shuttle bus saindo de Porto, ida e volta 25€.

Chegando ao festival

Este ano, decidimos comprar uma barraca nova, afinal, nós temos muitos planos de acampar e viajar e a nossa barraca não era das melhores. Merecemos esse luxo. Investimos um pouco mais para comprarmos uma barraca maravilhosa na Decathlon, valeu super a pena. Junto com o TARP, com ela aberta, conseguíamos ficar dentro dela o dia inteiro, com o sol que estivesse.
O camping era bem espaçoso comparado com a quantidade de gente, era todo de grama, no meio de um vale belíssimo. Muito gostoso!
O lugar do festival era incrível, apesar de ser extenso, não era nada exagerado, dava pra andar de uma ponta a outra tranquilamente. Construído aos redores de um rio, as pistas foram colocadas em lugares estratégicos, com vistas lindas e bastante vento. Não importava onde você estivesse, você conseguia dar um pulo no rio pra se refrescar rapidamente.
A área de camping era dividida em duas. Logo na entrada do festival tinha a área para os motor homes e vans estacionarem e montarem acampamento e depois de todas as pistas, do outro lado “da estrada” tinha o camping para as barracas.

 

 

 

 

 

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Comer, beber e conviver

Nós basicamente cozinhamos tudo o que comemos. E acredito que a maioria das pessoas lá também. Pelo camping, você via todos com fogareiros, panelas e tirando um tempinho do dia pra cozinhar. Até porque no festival não tinha lá tanta opção de comida. Tinha um bio mercado, com frutas, legumes etc e barraquinhas com algumas coisas – com o preço bem justo, inclusive – mas como o festival era pequeno, não tomava tanto tempo ir até a barraca cozinhar um bom rango. Os preços variavam, um prato de comida era cerca de 4 euros, a cerveja estava 2€ e a água era de graça, amém.

De novo, por ser um festival menor, a quantidade de pessoas estava perfeita. Fácil de andar, comprar o que fosse, dançar na pista, encontrar um bom lugar na beira do rio… Zero reclamações. Todos felizes, sorridentes e amigáveis.

 

 

 

 

 

E a música?

Estava muito boa, obrigada. Mas rolou alguns atrasos na pista principal, ela só abriu depois de 6 horas do que o planejado e informado, em outros dias o break acabou durando um pouquinho mais, mas nada que mudasse a magia do festival.
Eram três pistas, a principal, que era mais pra dentro da mata, com bastante sombra e grama pra pisar e sentar, o chill out, que era junto com a praça de alimentação e as lojinhas e a Other World, que tocava um som mais alternativo – essa pista estava muito gostosa, batia bastante vento, também era na beira do rio… Tudo muito lindo!

Tocou muito Goa de dia, a pista ficava iluminada (e quente), todos pulando, muita poeira subindo. Haja água no nariz, porque ficava seco, viu! De estilo musical, pra mim, foi perfeito. Vibe gostosa de dia e a noite dava uma boa acelerada, os DJs que tocaram foram fodas, nenhuma reclamação, só elogios!

Eu nunca lembro exatamente dos DJs que tocaram que eu mais gostei… É claro que se tem algum que eu adoro, tento vê-lo. Mas vou pra pista mais de acordo com a minha energia no momento, se estou afim de dançar ou descansar. Mas que lembro que foi muito bom, acho que um dos melhores do festival: Ectobot. Anoebis muito bom também, o DJ que tocou no lugar do Dark Whisper foi incrível, mas não sei exatamente quem foi rs e o Burn in Noise nunca decepciona no encerramento!

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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E olha que irado, pra ir direto do camping pra pista, sem precisar dar uma volta grande, dava pra ir por um túnel. Em dois minutos você se teletransportava pro paraíso rs

A localização

Acho que o espaço em si foi um dos mais bonitos que já vi em festivais, sendo amplo, fresco, com água e verde sempre perto. Enquanto eu andava pelo festival, eu realmente ficava impressionada com tamanha beleza daquele lugar. Até porque, estávamos em uma região muito bonita mesmo de Portugal, ali perto do Gerês, no norte do país. Depois do festival fomos visitar algumas das suas belezas e eu vou contar um pouco mais disso aqui.

No geral, foi um dos festivais que eu mais gostei de ir, tive zero perrengue pra chegar e montar a barraca, zero perrengue durante o festival, zero problemas em todos os quesitos. Só alegria, paz, dança e amor.

 

 

 

 

 

Hora de dar tchau

Pra ir embora, fomos de carona. Ficamos na saída do festival com uma plaquinha e acabamos pegando uma carona maravilhosa com pessoas lindas e fomos direto pro nosso destino, Porto. De lá, partimos pra uma aventura no Gerês – nada melhor do que ir relaxar e ficar perto da natureza depois de um festival como esse.

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