O lado obscuro do amor

“Ninguém fala sobre o lado obscuro do amor”

Frase que ouvi na série Euphoria (assistam, é incrível) e me fez pensar.

Eu adoro falar sobre o amor, em como ele é maravilhoso e nos faz sentir coisas boas. Na necessidade de colocarmos o amor em tudo o que fazemos, trabalhar com o que amamos, estar com quem amamos. Enfim. Mas e o lado ruim do amor?

Nada é perfeito, nem o amor. A gente pode se apaixonar perdida e sinceramente por alguém e essa pessoa estar cagando pra gente. As pessoas perdem seus amores, seja por distância, morte ou porque o amor acabou. Infinitos motivos. As pessoas sofrem. E sofrem muito.

Sem falar no amor doentio, ciumento, no amor possessivo, louco, desregulado. Que eu nem sei se podemos chamar de amor, na verdade. Quer dizer, podemos. Mas tem muita coisa errada na cabeça da pessoa que ama assim.

Esses tipos de amor fazem sofrer. Até o amor bom faz sofrer. A gente sente saudades, a gente briga por algo idiota, a gente faz besteira, ficamos magoados e machucamos o próximo. Nenhum amor é perfeito, ninguém é perfeito. E muitos nem sabem como lidar com o amor, com os sentimentos. Muitas pessoas sentem, mas não externam o sentimento. Guardam pra si mesmas. Escondem que amam um amigo próximo. Não dizem que amam outra pessoa. Por medo de não ser correspondido, por medo de perder a pessoa no futuro. Quem sabe?

De que adianta ter medo de perder a pessoa no futuro se nem tenta tê-la por perto no presente? Sim, pode ser que vocês não fiquem juntos para sempre, mas ter uma chance é melhor do que nem tentar. E amar é muito bom. Pode não ser tão bom o tempo todo, mas é. O amor é louco, faz a gente sentir mil coisas ao mesmo tempo. Você sente raiva, mas quer estar com a pessoa. Você quer arrancar seus cabelos, mas não vê a hora de dormir abraçadinho.

O amor pode nos deixar ansioso, com medo do futuro, medo de um dia ficar sem a pessoa amada. O amor nos faz desistir de oportunidades únicas. O amor nos faz ficar quando precisamos ir. O amor nos faz menor do que somos, muitas vezes. Nós fazemos todo tipo de maluquice pelo amor. Coisas que nem sempre são boas para nós mesmos. Mas fazemos, porque amamos.

O amor te deixa em casa quando você quer sair, te faz comprar uma cama quando você quer viajar. O amor é renúncia. Conquista diária. O amor é um trabalho contínuo. De ambas as partes. Se um lado parar de trabalhar, o outro sofre. O amor é uma via de mão dupla. O amor é uma confusão.

O amor dá medo, medo de sentir algo desconhecido, de mudar a nossa realidade atual, de perdermos a nossa essência, de ser abandonado, de sentir demais. Ou do outro sentir de menos. O amor, sem dúvidas, tem um lado obscuro. Talvez a maioria das pessoas fale desse lado e eu que vivi a vida inteira pensando apenas no lado bom.

Quer dizer, posso até pensar, mas garanto que não vivi apenas o lado bom. Vivi tudo isso que descrevi aí em cima. Sofri, chorei, gritei, me arrependi, larguei, chutei, corri atrás e quebrei a cara. Tudo junto e misturado.

Sem o lado ruim, o lado bom não seria tão bom. Alguns amores são fáceis, outros difíceis e muitos impossíveis. O amor pode ser ótimo e pode ser a pior coisa do mundo.

Mas sentir é bom. Amar é bom. O amor melhora as pessoas. Melhora o mundo.

Tudo tem dois lados, assim como o amor.

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