A gente precisa parar de sentir pena de nós mesmos

Sabe do que a gente precisa? Parar de sentir pena de nós mesmos. Sim, pena.
Ah, coitadinho de mim, ando tão cansado que nem consigo ir atrás do meu maior sonho.
Ai, coitadinha de mim, não consigo parar de comprar roupas que não preciso e não posso fazer aquela viagem que sempre quis. Ai, coitadinho de mim, odeio meu emprego mas é o que eu tenho, né?

Oi?

Eu não sei se Deus existe, mas eu tenho certeza que nem ele desceria na Terra pra mudar a sua vida da água pro vinho só porque você está tão infeliz a ponto de não fazer nada para mudar. 
A gente tem essa mania, né? É tão mais fácil dar desculpas do que ir atrás da mudança.
Sim, eu sei. Eu sei mais do que ninguém que é confortável continuar onde você está, mesmo sentindo que não está feliz. Eu também gosto da rotina, gosto do comodismo. Eu tento me convencer que não, mas não é verdade.

Eu sempre fui uma pessoa “livre”, que gosta de fazer o que ama, ri, corre, dança… Sem pensar no que os outros vão pensar. Sempre tive o sonho de viver a vida viajando, eu amo estar por aí. Conhecer, inovar, praia, natureza, pessoas novas, trilhas, vida… Mas sabe o que eu amo ainda mais? Voltar pra casa. É tão bom se sentir em casa, seguro, tranquilo. E mais do que isso, saber exatamente onde você vai chegar amanhã, o que vai fazer, se vai estar tudo bem. Portanto, eu sei que é difícil se desprender de tantos medos e incertezas pra ir atrás do inseguro e do novo.

E não falo isso por nunca ter tentado… Eu já estou morando em outro continente há 1 ano e não há nada que eu sinta mais saudade nesse mundo do que a minha casa. Perto da minha família. O meu porto seguro. Onde eu sinto que todos os meus problemas desaparecem em um segundo.

Mas infelizmente, não é em casa ou simplesmente deixando a onda me levar que eu vou chegar onde quero. Nem usted.

A vida dá dessas, tem dias que eu estou a Sra. Pena de mim, que me questiono o que será que está acontecendo por “eu não ir logo atrás de X coisa”. Mas tem dias, como hoje, que eu estou furiosa comigo mesma, por não estar fazendo o que sempre quis fazer, por não estar doando algumas horas do meu dia para me aperfeiçoar em Y. É uma revolta contra si mesmo. Uma revolta positiva. Uma revolta que leva à mudança.

E eu não estou falando apenas de mudanças “drásticas” como de emprego, carreira, relacionamento ou estilo de vida… Mas de coisas simples. Como me exercitar, ler um livro, limpar a casa ao invés de ver TV. A gente deixa de fazer coisas tão simples e necessárias só porque não queremos encarar algo que não se encaixe perfeitamente na nossa rotina, né? Mesmo sabendo que ao terminar vamos nos sentir muito melhores e completos.

Além disso, a cada pequena mudança que fazemos em nossas vidas, uma maior se aproxima.


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